29 de jan. de 2013

Por meio de um terminal um hacker pode causar a morte de portadores de marca-passos

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Falhas de segurança possibilitam que hackers invadam, desliguem o aparelho de marca-passos e até reescrevam o firmware. Isto eles podem fazê-lo a uma distância de 30 metros de distância.

O Pesquisador de engenharia reversa Barnaby Jack da IOActive disse que um transmissor de um marca-passos pode torná-lo vulnerável a receber choques elétricos mortais a uma distância de 30 metros e e permitir que seu firmware seja reescrito.

O efeito dos ataques sem fio não é exagero - em um discurso na conferência de segurança BreakPoint em Melbourne, Jack disse que tais ataques eram equivalente a "um assassinato anônimo", e em um cenário mais realista, o caso pode ser pior ainda, até de, "assassinato em massa".

Em uma demonstração de vídeo, que Jack se recusou a divulgar publicamente porque pode revelar o nome do fabricante do produto, ele emitiu uma série de choques 830 volts para um marca-passo usando apenas um laptop.

Os marca-passos continham uma "função secreta", que poderia ser usada para ativar todos os marca-passos e cardioversores-desfibriladores implantáveis ​​(CDI) em uma vizinhança de mais de 30 metros.
Cada dispositivo tinha um modelo e número de série.

"Com essa informação, temos informação suficiente para autenticar com qualquer dispositivo na faixa", disse Jack.

Aplicando engenharia reversa nos terminais - que se comunica com os marca-passos - ele descobriu sem nenhum esforço ou dificuldade nomes de usuário e senhas, e encontrou dados que pareciam ser até do servidor do fabricante que desenvolveu o a aparelho.

Estes dados poderiam ser utilizados para carregar o firmware de forma criminosa e que poderia se espalhar entre os marca-passos com o "potencial para cometer assassinato em massa".

"O pior cenário que eu posso imaginar é que seria 100% possível com esses dispositivos, carregar uma atualização de um firmware, corrompê-lo ou programa-lo e, então, a partir dele infectar o próximo marca-passo ou CDI e então cada um poderia posteriormente infectar todos os outros em série,” disse Jack.

Ele estava desenvolvendo uma plataforma gráfica de administração apelidada de "Feel Electric", que poderia fazer a varredura de dispositivos médicos em escala com apenas um clique direito, podendo permitir choques no dispositivo, fazer a leitura e escrita de dados no firmware do aparelho marca-passos de um paciente.

"Com uma tensão máxima de 830 volts, não é difícil ver por que este é um recurso bastante mortal. Não só você poderia induzir uma parada cardíaca, mas você pode continuamente recarregar o aparelho e enviar choques ao circuito”, disse ele.

Jack disse que seu objetivo não era causar danos, mas ajudar os fabricantes a garantir maior eficiência e segurança aos seus dispositivos.

"Às vezes você tem que demonstrar o lado mais sombrio", disse ele.

Fonte: SCMagazine
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22 de jan. de 2013

Fontes de oito marcas têm potência reprovada pelo Inmetro

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Inmetro também avaliou o quanto de energia que elas extraem para fazer o computador funcionar.



O computador que você usa trava toda hora, desliga sozinho, e faz você recomeçar tudo do zero? O problema pode estar em uma peça que muita gente desconhece: a fonte de alimentação.

Sempre atento às necessidades dos consumidores, o Inmetro resolveu avaliar a qualidade das fontes mais vendidas no Brasil.

Todo computador de mesa tem dentro dele uma fonte de alimentação, mas geralmente a gente só descobre que ela existe quando ela pifa.

“Fonte de alimentação é o combustível do computador, sem ela nada funciona”, explica Marcelo Maciel, técnico do Prog. de Análise de produtos – Inmetro.

“As consequências principais, mais frequentes são aquela tela azul de travamento de sistemas, que a gente já conhece: o congelamento de imagens, o travamento de programas e em último caso o computador pode até desligar sozinho”, explica Marcelo Maciel.

Metade dos computadores no Brasil são de mesa, também chamados de desktops.

Por isso, o Inmetro resolveu avaliar as 11 marcas mais populares das fontes que alimentam esse tipo de computador. E um dos problemas que causam o travamento do sistema e até mesmo a perda total dos dados acontece quando a fonte não estabiliza bem as tensões elétricas dentro do computador.

No teste de estabilidade de tensões, duas marcas foram reprovadas; C3 Tech e Seventeam.
Também foi medido o nível de ruídos que as fontes transmitem ao computador. Esses ruídos são como sujeirinhas elétricas que interferem no funcionamento do sistema e chegam a queimar componentes.

Atenção para as marcas reprovadas nesse quesito: C3 Tech, Clone, Leadership, Mega Data e Seventeam.

O Inmetro ainda fez questão de verificar se a potência das fontes era realmente a que estava declarada nas embalagens: “quanto mais avançada a configuração do computador, isso inclui processadores, armazenamento de arquivos, memórias, placas de vídeo, quanto maior for essa configuração, maior devera ser a potência da fonte”, afirma Marcelo Maciel. O resultado desse teste foi assustador!

Fontes de nada menos que oito marcas pararam de funcionar antes de atingir a potência máxima declarada: C3 Tech, Clone, Cooler Master, Extream, Leadership, Seventeam, e Wisecase e a fonte da Mega Data não chegou nem na metade da potência anunciada na caixa.

O Inmetro também avaliou a eficiência das fontes. Ou seja, o quanto de energia que elas extraem da rede elétrica para fazer o computador funcionar, com o mínimo de desperdício.
Nesse quesito, além das oito marcas já reprovadas no teste de potencia, a fonte Thermaltake também ficou aquém do mínimo recomendado.

Fonte: G1
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